Cuidando da alma

Tenho certeza que o meu caso é emocional.

Todos os exames possíveis já foram feitos, e justamente quando tomei  o antidepressivo foi que mais deu resultados até então.

Pesquisei muito então, sobre métodos alternativos de tratamento de doenças emocionais. Descobri que em alguns países como a Alemanha, só se tratam esses problemas com medicina alternativa. A depressão, por exemplo, é curada com cromoterapia, florais e atividade como jardinagem.

Me ocorreu então, a ideia de procurar florais ou acupuntura. Florais são extratos feitos a partir de determinadas flores. Eles não tratam o sintoma, e sim a pessoa. É totalmente voltado para questões emocionais e psicossomáticas. Há muita polêmica sobre este tratamento, muitas pessoas o rotulam como placebo.

Alguns anos atrás, eu havia tomado florais para outras questões emocionais, (bem mais brandas é verdade) e havia sentido uma diferença incrível. Resolvi testar de novo. E fiquei totalmente encorajada quando li relatos de mulheres que curaram suas dispareunias justamente com florais.

Recebi a indicação de um clínico geral que trabalhava com estas essências, o que é raro, pois os florais são duramente rejeitados pela medicina alopática tradicional. Uma amiga havia tido excelentes resultados com controle de ansiedade e pensamentos obsessivos com este mesmo médico. Fui de corpo e alma.

Por alguns dias eu me senti melhor, mas logo depois todos os sintomas pioraram, além de uma extrema irritação. Era como viver numa constante TPM. O médico era muito atencioso, ligava, se propunha a prescrever novos florais, mas depois de tantas mil tentativas frustradas, eu fiquei super agoniada, cortei tudo e não liguei mais pra ele.

Talvez vocês se questionem por que eu coloco essas tentativas que não deram certo. Ora, cada mulher é diferente da outra. E aquilo que não deu certo comigo pode perfeitamente funcionar para muitas de vocês!

A acpuntura ainda faltou ser testada. Aliás, morri de rir em um site que achei, contando sobre mulheres que trataram a frigidez e dispareunia com acupuntura, onde havia bem grande a informação de que as as agulhas não eram introduzidas na vagina! COMO ALGUÉM PENSA UMA COISA DESSAS? Pelamor!

Outra coisa que eu fiz, foi voltar pra terapia. Porém, creio que o mais adequado seria uma terapia focada, e eu estou agora à procura de um profissional que trate exclusivamente de problemas sexuais. Aliás, aceito indicações!

Abraços, e até a próxima.

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13 ideias sobre “Cuidando da alma

  1. Aline

    Parabéns pela iniciativa do site. É muito difícil encontrar material sobre o assunto nos sites brasileiros…

    Descobri que tinha vulvodínia há alguns anos – descobri sozinha, no google, depois de passar por não sei quantos médicos e fazer não sei quantos exames (todos negativos).

    Melhorei quando minha ginecologista sugeriu que eu parasse com a pílula. Fiquei bem por alguns anos, até que tomei coragem de voltar com a pílula (de dosagem hormonal diferente), o que funcionou bem por algum tempo.

    Infelizmente, as dores voltaram com força total no começo do ano, logo após uma infecção de candida. A candidíase foi curada rapidamente, mas a vulvodínia voltou e aqui estou novamente tentando encontrar uma cura.

    Só quem tem isso pra saber o quanto vai nos consumindo – fisicamente e psicologicamente.

    Boa sorte para nós e agradeceria se você pudesse me passar o contato da sua ginecologista.

    Resposta
  2. A

    Que bom encontrar esse blog.
    Fui diagnosticada recentemente, depois dessa peregrinação pela qual todas vcs passaram. Muito chato ir de médico em médico e ouvir “vc não tem nada”. Pior ainda é ter que submeter a inúmeros tratamentos, pomadas externas, internas, remédios e etc e, ao fim do tratamento, voltar a sentir os mesmos sintomas. Dá muito desânimo.
    Mas o santo Google é uma ferramenta e tanto, né? Se não podem nos diagnosticar direito, que façamos isso nós mesmas.
    Mas no final das contas descobri uma ótima ginecologista que me prescreveu o tratamento correto.
    Essa condição é muito complicada pq envolve fatores multidisciplinares. Eu tenho, por exemplo, sensibilidade a diversos produtos. Essa irritação, quando acontece, demora a ir embora. Estou agora tentando rastrear tudo o que me dá irritação pra me manter longe. Já descobri, por exemplo, que componentes como a glicerina, o propilenoglicol e o óleo mineral (parafina líquida) são do mal pra mim. O complicado é que é bem difícil achar sabonetes sem eles. E o pior, achar lubrificantes sem eles. Todos no mercado brasileiro têm, pelo menos, o propilenoglicol. E me arde que é um horror! Nos EUA tem alguns que não tem, mas não entregam aqui…
    Enfim, continuarei as buscas.
    Esqueci de dizer, meu tratamento é o seguinte: Gabapentina (que é um anticonvulsivante e tem o mesmo propósito do anti-depressivo), fluconazol (antifúngico, pq eu não posso nem pensar em ter candidíase durante o tratamento) e um antialérgico tb.
    Sobre as medidas das NVA, já faço todas há um tempo e vi resultado, principalmente em lavar depois de urinar. Uma dica para o trabalho é comprar um borrifador pequeno (daqueles de levar cosméticos em viagem) na bolsa com água mineral e levar no bolso sempre que for ao banheiro.
    Lika, me passe o contato da sua gineco tb. É sempre bom, né?
    Bjs e continuemos a trocar idéias!

    Resposta
    1. Heloisa

      Olá, meninas,
      Meu nome é Heloisa e estou em depressão por causa dessa doença Vulvodínea. Não sei o que fazer, nada melhora. Se puderem me mandar por e-mail, o nome de um ginecologista que saiba tratar disso, eu ficaria muitíssimo grata. Sou de São Paulo.
      Abraços

      Resposta
  3. Carol

    Também peregrinei muuuuuuito e ficava pior quando me diziam que era psicológico, pelamor………………., essa dor tão forte, porque a minha nem me deixava dormir, comer, nem pensar…………..queimava que era o diabo………..até tomar gabapentina, o mesmo que a ¨A¨, melhorei muito mas não estou curada. També, fiz dois bloqueios analgesicos no nervo pudendo, num instituto da dor em Curitiba, é o que inerva a vulva, anus e clitóris, isso em janeiro. não sei dizer se adiantou, sei que a gabapentina sim. Pelo menos agora durmo e como , tenho apètite, voltei a me cuidar porque estava um trapinho de chão………estou separada tenho uma filha de 4 aninhos e tenho que ser mais forte que isso e estar bem, sou como a Lidiane, vou ir até a China se é preciso pra ficar 100% boa. Faço parte de un grupo de vulvodinia en yahoo , mas aí se escreve tudo em espanhol, tem mais de 500 mulheres, eu disse ops não sou a únicaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa. Tem vários tratamentos, algumas melhoram com antidepressivos, outras, anticonvulsivos e se a dor for insuportavel, nada de se desesperar, pode-se tomar tramadol ( indicado por seu médico sempre). Minhas dores de escala 1 a 10 eram 20 hoje são 4 , mas ainda não posso ter relações. E o pior é que a família não entende, e os amigos acham que vc exagera…….vulvo que ? Que é isso ? Nervo que ? Pudendo ??? e vc se sente um extra-terrestre hehehehe………………ai ai, não é fácil, mas sempre há uma saída. Eu por exemplo vou me arriscar, vou fazer um procedimento que se chama radiofrequencia pulsada no fim do ano , to guardando dinheiro, nesse grupo do yahoo que falei muitas mulheres com essa dor, já de anos, uma inclusive aguentou coitadinha 20 anos, se curaram . e hoje faz cinco anos que nao tem nada e tem relações normais. Há tratamentos, há alternativas, nada de desespero!!!!!!!!!!!beijos a todas

    Resposta
  4. Maria

    Minha cara, parabéns pelos seus depoimentos.

    Fiquei muito interessada em ter contato com o médico que você mencionou que tratou sua amiga e você. No meu caso, o problema é outro: depressão. Tenho muita esperança de conseguir uma cura definitiva com tratamento alternativo. Assim, você se importaria de me mandar o nome do médico, telefone e endereço dele?

    Como estou com problemas no meu e-mail, peço que encaminhe resposta para o e-mail do meu filho: guilherme_barbosa@hotmail.com

    Desde já te agradeço.

    Fique com Deus.

    Resposta
  5. Mônica

    Um oásis no meio do deserto!!..rsss.. Bom saber que existem pessoas com o mesmo problema e o melhor, tão bem humoradas! Lika, recomendo que vc procure um sexólogo, são profissionais especializados no afeto e na sexualidade, sou psicóloga com um mestrado em sexologia que foi trancado, não completei. Não creio que o mal que nos acomete tenha fundo emocional porém estar com a cabeça boa ajuda em qualquer distúrbio somático. Gente, por tudo que já li (vivi a mesma peregrinação de mtas e descobri pela net a vulvodínia) percebo que temos reclamações recorrentes e tenho uma sugestão para facilitar os estudos de quem tem interesse nesse tema (afinal deve haver alguma médica ou cientista vulvodínica, não?): que tal fazermos uma página onde possamos colocar apenas os sintomas? Não entendo de blogs mas seria interessante ter uma lista dos sintomas, quem sabe os mesmos vistos de forma enfileirada não traria uma luz para os pesquisadores? Como a síndrome é desconhecida, inúmeras especialidades estão sendo envolvidas: ginecologia, neurologia, anestesia, urologia, dermatologia, psicologia…tá um samba do crioulo doido!!.. O que melhora pra mim não faz qualquer efeito pra outra, isso é sinal de que estão atirando no que viram e acertando no que não viram!! Fico feliz por quem se beneficiou desses tiros incertos mas temos aqui a oportunidade de ajudar a ciência a nos ajudar. A cura está em nossas mãos gente, é só sabermos usar nossa força. Muito obrigada Lika pelo blog. A propósito, alguém pode me indicar um médico no Rio de Janeiro, até agora não encontrei nenhum com real interesse no problema ou que pareça saber do que se trata.

    Resposta
    1. Lika Autor do post

      Oi, Mônica!
      Posso indicar a minha própria médica, já que fui a única sortuda que foi diagnosticada logo de cara.
      Já aprovei sua participação no grupo!
      Beijos e seja bem-vinda!

      Resposta
      1. Mônica

        Ufa! Demorei a encontrar onde eu havia escrito, não tenho prática em movimentar-me dentro de blogs. Tem uma forma melhor deu descobrir que alguém me deu uma resposta no blog?..rssss.. Oi Lika, estou esperando ansiosamente sua indicação pq até o momento não tomei nenhuma providência qt a meu estado, prefiro me colocar nas mãos de quem conhece para investigar. Já me inscrevi no grupo e não sei se é por lá que vc pode me mandar o contato de sua médica, de qualquer forma deixo aqui meu e-mail: mentesdegaia@gmail.com. Obrigada pela acolhida e parabéns pela iniciativa, todas venceremos!!

  6. Priscila

    Oi pessoal,
    assim como todas vocês eu sofro com essas fortes dores durante a relação sexual. Fui em várias médicas, fiz muitos exames e sempre a mesma resposta “Vc ñ tem nada físico.” Foi com o santo Google que eu descobri que eu tenho dispareunia há 4 anos. Eu cansei de me perguntar, chorando, o porquê, eu nunca contei nada pra ninguém, só o meu namorado que sabe, aliás ele percebeu que tinha algo errado comigo antes de eu mesma notar. As médicas só sabiam me dizer que eu tinha que relaxar, mas como relaxar se eu sei que eu vou sentir aquela dor insuportável? Elas me nunca me deram uma resposta que pudesse ser convincente, o máximo que eu consegui foi um diagnóstico de uma médica que dizia que eu sofro de ansiedade. Durante esses anos de sofrimento eu não passo mais que 10 minutos com um pênis dentro de mim, parece até que eu tô levando uma facada na vagina, logo no começo era pior porque a dor era acompanhada de uma ardência insuportável, até na hora de fazer xixi ardia, de lá pra cá eu só posso fazer sexo anal ,e não td dia, pq mtas vezes tbm doi. Por favor, me ajudem a vencer essa doença, eu sofro mtu com isso, já pensei até em dar um fim no namoro, mas ele diz que não, pelo menos o meu namorado é compreensivo comigo, eu só quero ter uma vida normal, ser feliz com quem eu amo mas pra isso eu preciso de AJUDA.

    bjus, espero respostas

    Resposta
    1. Lika Autor do post

      Oi, Pri!

      Seja muito bem-vinda. Saiba que a partir de agora você tem apoio e carinho.

      Quer que eu adicione você em nosso grupo de email?

      bjs

      Resposta
  7. Paula

    Eu também fui diagnosticada com a vulvodínea depois de fazer vários tratamentos com cremes e pomadas vaginais para candidíase o outra bactérias. Tudo em vão, meu problema era outro. Até um exame chamado vulvoscolpia eu fiz. É como o papanicolau, só que no tecido da vagina. Imagina vc fazer aquele exame numa área onde já vc sente muita dor (tirar uma amostra do tecido e fazer aquele exame que bota o iodo e vinagre no local)? Sofri muito!
    As relações sexuais tornaram-se um martírio. O pênis se assemelha a uma faca cheia de pedaço de vidros incrustrados. Só quem tem pra saber o que se sente!
    Fiz tratamento com fluoxetina e fiquei curada, mas tive a falta de sorte de o medicamento me fazer ganhar peso, o que é muito raro de acontecer, pois a droga é usada, inclusive, para o controle de ansiedade das pessoas que querem perder peso.
    Acabei voltando aos antidepressivos tricíclicos e aos seu efeitos colaterais.
    Não se pode ter o melhor dos dois mundos, então, vamos em frente até que surja uma nova droga capaz de aliviar o nosso sofrimento!

    Resposta
    1. Lika Autor do post

      Oi, Paula!

      Obrigada por sua visita, depoimento, e parabéns pela cura!

      Você já tentou a fisioterapia com profissionais especializados em uroginecologia?

      Caso queira, será muito bem-vinda em nossa lista de discussão!

      Bjs

      Resposta

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