Começando a procurar a cura, parte I – National Vulvodynia Association

Saí do consultorio triste e perdida, mas decidida a dar um jeto nisso. A médica me apresentou algumas alternativas, mas mesmo assim eu quis procurar e entender mais por conta própria.

E como todo paciente do século 21, o que eu fiz assim que cheguei em casa? Google!

Foi um dia de Roberto Carlos, muitas emoções.  A Vulvodína, definida como “dor crônica vulvar, manifestando-se principalmente na forma de ardor” para meu desespero total, era quase sempre diagnosticada como “sem causa ou cura definidas”.

Mas algumas pesquisas depois, coisas interessantes foram aparecendo e eu as compartilharei com vocês, a começar por este post.

O “ruim” é que o site é todo em inglês, e por ter muitos termos médicos, mesmo quem tem uma boa base desta língua pode ficar um pouco confuso. Mas nada que não seja resolvido ou melhorado com um tradutor.

O “ruim 2” é que uma das partes mais importantes do site, o “Resource Center” com sugestões mais completas de tratamento e dicas para o dia a dia agora ficou restrito a quem contribui financeiramente para a associação, com a bagatela de 50 dólares – o que eu particularmente achei uma “puta falta de sacanagem“.

Mas como eu tenho memória de elefante, lembro muito bem de várias dicas e as colocarei aqui – até porque, tentei todas elas.

  1. Não usar nenhum tipo de sabonete, nem os Dermacids da vida. Fazer a higiene local somente com água.  (Ok, ok, preciso fazer meu comentáro pessoal sobre esta primeira dica!  O que eu fiz foi reduzir consideravelmente o uso de sabonetes no local. O relacionamento já fica estremecido com a vida sexual comprometida, se ficar fedendo então já era, né? Acho que uma passadinha de sabonete neutro,  uma vez ao dia, dia sim dia não, é o mínimo pra se manter a dignidade)
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  2. Fazer a higiene local a cada vez que urinar. (no trabalho isso fica difícil, mas é só levar uma toalhinha limpa na bolsa e colocar POUCA água na mão – água da pia mesmo – que dá pa se virar.)
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  3. Cortar álcool e carboidratos em geral (agora você tem um ótimo otivo pra fazer aquela tão adiada dietinha)
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  4. Usar calcinha de algodão durante o dia, e dormir sem calcinha. Isso aê, pepeca ao vento. No começo é estranho, mas depois você não quer outra vida)
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  5. Se o tesão falar mais alto e você quiser tentar mesmo assim, recomenda-se o uso de anestésicos locais, mais especificamente a lidocaína. Importante ressaltar que essa técnica só funciona se o rapazote usar camisinha, caso contrário o pênis também fica anestesiado, e a noite romântica de vocês vai virar piada!
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  6. Psicoterapia, ou, análise (Elementar, meu caro Freud) – Favor não confundir psicólogo e analista com psiquiatra!
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  7. Antidepressivos tricíclicos. – Que evidentemente não deverão e nem poderão ser comprados sem receita médida. Esta última opção só deverá ser cogitada após uma opinião médica.
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Navegando mais pelo site, descobri que existem casos crônicos onde a dor e ardência são tão grandes em algumas mulheres, que estas não conseguem nem usar calça jeans ou ficar por muito tempo sentadas!!! Fiquei muito triste ao ler isso, pois me coloquei imediatamente no lugar delas.

Minha pesquisa online continuou, e eu encontrei mais uma coisa interessante, que relatarei no próximo post.

Até lá!

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6 ideias sobre “Começando a procurar a cura, parte I – National Vulvodynia Association

  1. Ingrid

    Lika,

    carboidratos e alcool piora?
    Lidocaína? Onde você achou isso? Pesquisei bastante já e não achei esses três.

    Eu mesma tenho dias que preciso colocar uma saia. Outra coisa que não dá mais pra pensar é meia calça.

    Resposta
    1. Lika Autor do post

      Oi, Ingrid!

      Essas informações eu achei no site da NVA e foram confirmadas por minha ginecologista!

      Boa sorte e tenha certeza da cura!

      Resposta
  2. Claudia Ribeiro

    Gostaria de saber mais um aspecto dessa dor, ela pode também dar a sensação de peso para as pernas?

    Resposta
    1. Lika Autor do post

      Oi, Claudia!

      Sou apenas uma paciente. O que eu li e estudei até hoje a respeito da vulvodínia, não inclui sintomas como esse. Mas acho que somente um médico vai poder te dizer com precisão. 🙂

      Resposta

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